Aparelhos eletrônicos triplicarão consumo de energia até 2030

Consumo total de iPods e celulares passará ao equivalente atual de energia doméstica dos EUA e do Japão

AP,

13 de maio de 2009 | 18h52

Carregue seu iPod, mate um urso polar? A escolha pode não ser tão gritante, mas um órgão controlador da energia está preocupado com a ameaça ao meio ambiente provocada pelo consumo de eletricidade de aparelhos como MP3 players, telefones celulares e televisões de tela plana.

 

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No relatório divulgado nesta quarta-feira, 13, a Agência Internacional de Energia, baseada em Paris, estimou que os novos aparelhos eletrônicos irão triplicar seu consumo de energia até 2030 para 1700 terawatt-hora, o equivalente ao consumo atual de energia doméstica dos Estados Unidos e do Japão combinados.

 

O mundo teria que construir cerca de 200 novas usinas nucleares somente para abastecer TVs, iPods, computadores e outros eletrônicos domésticos que são esperados para 2030, quando a conta de energia global crescerá para US$ 200 bilhões ao ano, disse a IEA.

 

O consumo de eletrônicos é a "área que cresce mais rapidamente e é a área com menos políticas vigentes" para o controle da eficiência energética, disse Paul Waide, analista da IEA.

 

Aparelhos eletrônicos já contabilizam 15% do consumo elétrico residencial, uma parcela que está crescendo rapidamente com o crescimento do número de aparelhos. Ano passado, o mundo gastou US$ 80 bilhões em eletricidade para esses eletrônicos domésticos, disse a IEA.

 

A maior parte do aumento do número de eletrônicos acontecerá em países em desenvolvimento, onde o crescimento econômico é mais rápido e a quantidade atual de aparelhos é a mais baixa, disse Waide.

 

"Isso vai colocar em risco os esforços para aumentar a segurança energética e para reduzir a emissão de gases estufa", afirmou a agência.

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