Apelo: população precisa ajudar

Mais de 130 mil aves, macacos e felinos foram apreendidos ou recolhidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no ano passado. Esse volume impede o instituto de atender imediatamente solicitações de quem não quer permancer com um animal silvestre dentro de casa. Os animais que chegam ao Ibama passam por um centro de triagem. Se houver condições, são soltos em uma área de proteção ambiental. Mas os bichos em adiantado estágio de domesticação não podem ser devolvidos para a natureza. Já desaprenderam a buscar alimentos e a se defender. Então, o Ibama arruma vagas em zoológicos e criadouros conservacionistas. Às vezes, em uma semana o problema é resolvido. Mas a espera pode demorar meses. Nesse período, a pessoa continua com a guarda do animal. O diretor de fauna e recursos pesqueiros do Ibama, José de Anchieta dos Santos, faz um apelo para as pessoas evitarem ter um animal silvestre em casa. "Se a população não nos ajudar, daqui a pouco não haverá lugar para tanto bicho rejeitado." Os zoológicos e criadouros estão superlotados. Os custos com a alimentação e veterinários são altos. Há estabelecimentos com 40 macacos. Santos recebeu informações de que o macaco enjaulado passa a ser agressivo depois de quatro ou cinco anos de idade, por ausência de parceiro ou parceira. É nesse momento que as pessoas querem se desfazer do bicho e recorrem ao Ibama. Quem compra animais silvestres contribui para o aumento do tráfico, avisa o diretor do Ibama. Se mesmo assim a pessoa ainda quiser ter um animal silvestre em casa, o diretor do Ibama recomenda visita a um criadouro conservacionista.

Agencia Estado,

15 de abril de 2002 | 09h23

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