Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Apenas 6,2% dos municípios têm planos de redução de riscos em casos de desastres

No caso de programas ou ações de gerenciamento de riscos de deslizamento e recuperação ambiental de caráter preventivo, apenas 32% declararam realizá-los

Felipe Werneck e Antonio Pita, do Rio,

13 Novembro 2012 | 10h01

 Apenas 6,2% dos municípios brasileiros (344) informaram ao IBGE possuir planos de redução de riscos, aponta a Munic 2011, divulgada hoje. Outros 10% estão elaborando esses planos. A preocupação é mais comum nas cidades mais populosas. Segundo a pesquisa, entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, mais da metade (52,6%) têm plano de redução de riscos.

 

No caso de programas ou ações de gerenciamento de riscos de deslizamento e recuperação ambiental de caráter preventivo, apenas 32% declararam realizá-los. Novamente, as proporções são mais elevadas nos municípios mais populosos, chegando a 85% entre aqueles com mais de 500 mil habitantes. As prefeituras que informaram realizar programas ou ações desse tipo localizaram suas atividades principalmente em drenagem urbana.

 

Esses dados foram levantados pela primeira vez na Munic. Em 2013, a pesquisa também terá informações sobre a ocorrência de deslizamentos. Isso vai permitir verificar se municípios que sofreram dados causados por desastres naturais fizeram algo para evitá-los.

 

A maioria da prefeituras (84,6%) informou ao IBGE ter executado, nos dois anos anteriores à pesquisa, algum tipo de ação ou programa no setor de habitação. Entre os que declararam ter algum programa, a ação mais realizada foi a construção de unidades habitacionais (65,6%), seguida pela melhoria de unidades (44,3%) e oferta de material de construção (36%). A região Nordeste destacou-se pela mais elevada proporção de municípios que declararam ter construído unidades habitacionais: 73%.

 

De acordo com o IBGE, os resultados demonstram que há preocupação em relação ao problema habitacional no âmbito das administrações locais. "É provável que isto esteja ocorrendo sobretudo como resultante das iniciativas do governo federal direcionadas ao setor", conclui o estudo.

 

Segundo a Munic, 85% dos municípios do País tinham, em 2011, cadastro de famílias interessadas em programas habitacionais, ante 56% em 2009. No Sudeste, foi verificada grande diferença entre o porcentual de municípios no Estado de São Paulo (67,8%) com cadastro de famílias interessadas, comparativamente ao mesmo porcentual em Minas (81,7%), Espírito Santo (88,5%) e Rio de Janeiro (91,3%). Apesar de a situação ter melhorado relação a 2009, principalmente nos municípios mais populosos e na região Sul, 71,7% continuavam sem plano municipal de habitação em 2011.

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