Aquecimento global antecipa saída de pesquisadores do Ártico

Na estação Pólo Norte-35 vivem 21 pesquisadores e 2 cães que sairão esta semana, ao invés de no fim de agosto

AE-AP

14 de julho de 2008 | 14h28

Cientistas russos estão deixando uma estação de pesquisa construída sobre uma placa de gelo à deriva no oeste do Oceano Ártico porque o aquecimento global está acelerando o derretimento da geleira, anunciou nesta segunda-feira, 14, um porta-voz do grupo em São Petersburgo.   A estação Pólo Norte-35, onde vivem 21 pesquisadores e dois cães, serão retirados esta semana, ao invés de no fim de agosto, disse Serguei Balyasnikov, do Instituto de Pesquisa do Ártico e da Antártida. "A retirada será antecipada por causa do aquecimento global", disse Balyasnikov.   O quebra-gelo Arktika escoltará um barco de pesquisa até a estação, montada em uma placa de gelo de 4km por 2km à deriva entre o arquipélago de Franz Josef e a ilha de Novaya Zemlya, no oeste do Ártico.   Os pesquisadores já estão arrumando seus pertences e equipamentos para ficar à espera do quebra-gelo e da embarcação de pesquisa, concluiu o porta-voz.   A equipe de pesquisadores chegou à base no início de setembro do ano passado e, enquanto a geleira se deslocava cerca de 2,5 mil quilômetros, ela encolheu 300 por 600 metros.   Durante os últimos 60 anos, a Rússia organizou dúzias de bases de pesquisa para coletar dados sobre clima, flora e fauna no Ártico. Os pesquisadores polares soviéticos são consagrados como heróis, e o resultado de suas pesquisas são considerados grandes avanços da pesquisa comunista.

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