Arara azul é morta a tiros no Pará

Fiscais da Delegacia do Trabalho de Santarém e agentes da Polícia Federal encontraram um macaco aranha acorrentado a uma árvore e uma arara azul morta a tiros dentro da Gleba Pacoval, onde funciona um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As duas espécies de animais estão ameaçadas de extinção na Amazônia.Os homens do governo federal foram no final de semana para o assentamento, localizado entre os municípios de Placas e Santarém, no sudoeste do Pará, para checar denúncias do Instituto de Estudos Amazônicos (IEA) sobre a existência de trabalho escravo e extração ilegal de madeira. As denúncias foram comprovadas e fazem parte de um processo contra um madeireiro da região acusado de invadir e se apossar de terras da União.Para o presidente do IEA, José Melo, as autoridades paraenses precisam encarar de frente a grilagem de terras, a derrubada ilegal de árvores, o trabalho escravo e o crime organizado, porque "estão perdendo essa guerra". Ele acredita que se nada for feito, a região de Santarém "irá se transformar num novo sul do Pará".

Agencia Estado,

02 de junho de 2003 | 17h11

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