Argentina inicia julgamento de padre por pedofilia

Julio Grassi é acusado de abusar sexualmente de três meninos que freqüentavam sua fundação de caridade

AP

19 de agosto de 2008 | 16h31

Começou nesta terça-feira, 19, o julgamento de um padre argentino acusado por 17 casos de abuso sexual e corrupção de três meninos, em um dos primeiros escândalos sexuais públicos envolvendo a Igreja Católica nesse país. Os advogados da acusação dizem que Julio Grassi, de 52 anos, abusou sexualmente de três meninos, incluindo dois menores, que freqüentavam sua Fundação Crianças Felizes, para crianças pobres. Os meninos são três das mais de 350 testemunhas que vão testemunhar contra Grassi nos próximos meses, incluindo o arcebispo de Buenos Aires.  A fundação, criada em 1993, fez de Grassi uma figura renomada na Argentina, permitindo que trouxesse milhares de dólares de doações, muitas de pessoas importantes que, desde então, se distanciaram do padre.  Grassi afirmou novamente ser inocente nesta terça-feira, 19, durante o recesso abrupto pedido por seus advogados, que alegaram irregularidades no processo. O padre também tem um site em que declara sua inocência e diz que seu propósito na vida é "salvar crianças da vida nas ruas." O caso se tornou público em outubro de 2002 quando uma televisão local fez uma reportagem investigativa detalhando os supostos abusos do padre.

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