Arqueólogos descobrem massacre ocorrido há 4 mil anos

Uma equipe de arqueólogos encontrou restos humanos de um cruel massacre supostamente ocorrido há 4 mil anos na cidade egípcia de Mendes, ao norte de Cairo, informou o jornal The Guardian. Enquanto escavavam os alicerces de um templo do faraó Ramsés II, os pesquisadores descobriram restos de 36 corpos amontoados.Donald Redford, arqueólogo norte-americano da Universidade da Pensilvânia, anunciou sua descoberta em uma conferência na Bloomsbury Academy, em Londres.O pesquisador explicou que, embora no princípio imaginassem que as 36 pessoas haviam morrido no local, investigações posteriores demonstraram que foram assassinadas em outra área e seus corpos foram depositados posteriormente diante do templo de Ramsés II.Mais tarde, o templo foi incendiado e acredita-se que o lodo formado pelos tijolos derretidos caiu sobre os cadáveres, que ficaram sepultados até agora. "Algo horrível ocorreu ali", garantiu Redford na conferência.Os corpos encontrados, de homens e mulheres de várias idades, estavam empilhados de forma arbitrária, o que era raro em uma civilização que cultuava a morte e enterrava seus mortos cerimoniosamente.De acordo com o professor, não está claro como as vítimas morreram. Elas podem ter sido "esfaqueadas, envenenadas ou asfixiadas". Em todo caso, os solos áridos e as altas temperaturas do clima do Egito ajudaram a preservação dos restos humanos.A cidade de Mendes, no delta do Nilo, viveu seu apogeu na era da Grécia clássica, quando se transformou em foco de resistência aospersas que dominaram o Egito por 120 anos.

Agencia Estado,

08 de novembro de 2005 | 13h38

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