Arqueólogos desenterram palácio de Genghis Khan

Arqueólogos desenterraram um palácio de Genghis Khan e acreditam que o tão procurado túmulo do lendário guerreiro mongol do século 13 esteja nas proximidades, revelou o diretor de uma equipe de escavações. Um grupo de arqueólogos composta por japoneses e mongóis encontrou as ruínas do palácio nas estepes da Mongólia, 250 quilômetros ao leste de Ulan Bator, a capital do país, disse Shinpei Kato, professor emérito da Universidade de Kokugakuin, em Tóquio. Genghis Khan, que teria vivido entre 1162 e 1227, uniu tribos inimigas para transformar-se em líder dos mongóis em 1206. Depois de sua morte, seus descendentes estenderam o império mongol da China até a Hungria. O líder guerreiro iniciou a construção do palácio por volta de 1200, tendo como base colunas de madeira e uma tenda quadrada, explicou Kato. Os pesquisadores encontraram enterradas sob as ruínas porcelanas da época de Genghis Khan, o que ajudou a determinar a idade do palácio. A paisagem da região também condiz com o relato de um mensageiro da dinastia Tang, do sul da China, que visitou a região em 1232, acrescentou o acadêmico. Acredita-se que a tumba de Genghis Khan esteja nas proximidades. Entretanto, Kato explicou que seu grupo não tem o objetivo específico de encontrar o túmulo. Mesmo assim, a eventual descoberta do mausoléu ajudaria a revelar segredos sobre a vida de Genghis Khan.A sepultura de Genghis Khan é um dos grandes mistérios da arqueologia. Segundo a lenda, para manter segredo, aqueles que seguiram o cortejo fúnebre teriam matado quem os viu passar. Depois, todos os soldados e servos que participaram da cerimônia teriam sido assassinados para que o segredo fosse mantido.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2004 | 18h40

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