Arqueólogos dizem que escavações mostram Jerusalém maior

Muralha foi encontrada a cerca de 300 metros ao sul da área conhecida pelos judeus como Monte do Templo

JOSEPH NASR, REUTERS

05 de dezembro de 2007 | 17h28

Arqueólogos israelenses desencavaram uma muralha situada além dos limites antigos de Jerusalém, mostrando que a cidade, em seu período romano, pode ter sido muito maior do que se pensava até agora. A Autoridade de Antigüidades de Israel disse acreditar que a muralha de cinco metros de altura fazia parte de uma estrutura de dois andares demolida em 70 d.C., quando os romanos saquearam Jerusalém e destruíram o templo judaico construído pelo rei Herodes. "De acordo com nossas descobertas, a Jerusalém da antiguidade era muito maior do que se pensava", disse Doron Ben-Ami, da Autoridade de Antigüidades, em coletiva de imprensa concedida perto do sítio das escavações. Ben-Ami acredita que a estrutura possa ter sido uma seção de um palácio pertencente à rainha Helena da Mesopotâmia, que se converteu ao judaísmo no século 1 d.C. e deixou seu reino, situado no atual Iraque, para ir viver em Jerusalém. A muralha foi encontrada debaixo de um estacionamento, a cerca de 300 metros ao sul da área conhecida pelos judeus como Monte do Templo e pelos muçulmanos como al-Haram al-Sharif. Ben-Ami disse que as aberturas estreitas descobertas na base da muralha podem ter sido usadas pelos moradores para fugir da construção quando os romanos a romperam em pedaços, durante o saque de Jerusalém. "Sabemos que a estrutura não foi destruída pelo fogo, mas pelo desmantelamento proposital de suas paredes, feitas de pedra", explicou Ben-Ami. As escavações trouxeram à luz artefatos que datam do início das eras islâmica, bizantina e helênica, além dos períodos do primeiro e segundo Templo. O Monte do Templo é o local onde ficava o segundo templo judaico da antiguidade, o único resquício do qual se encontra na Muralha Ocidental, vista pelos judeus como o mais sagrado dos santuários.

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