Arqueólogos dizem ter descoberto navio do pirata Capitão Kidd

Pirata abandonou o navio em 1699, e acabou sendo enforcado por seus crimes dois anos mais tarde, em Londres

Associated Press,

14 de dezembro de 2007 | 15h23

Uma equipe de arqueólogos submarinos dos Estados Unidos anunciou, na quinta-feira, 13, a descoberta dos restos naufragados do navio que era comandado pelo notório pirata capitão William Kidd. Os vestígios estão ao largo de uma pequena ilha da República Dominicana.   Canhões e âncoras cobertos de cracas foram encontrados a meros 10 metros de profundidade, em águas da Ilha Catalina. Acredita-se que sejam os restos do Quedagh Merchant, um navio abandonado pelo bucaneiro escocês em 1699, disseram pesquisadores da Universidade de Indiana.   "Quando olhei para baixo e vi, não pude acreditar que todo mundo tivesse passado batido por 300 anos", disse o arqueólogo-mergulhador Charles Beeker. "Estive em milhares de naufrágios, e este é um dos primeiros que nunca foram tocados por saqueadores".   Beeker diz que o naufrágio era caçado avidamente, inclusive por um grupo autorizado pelo governo dominicano. Historiadores acreditam que o navio saqueado e queimado, pouco depois de ter sido abandonado por Kidd. A República Dominicana licenciou o a Universidade de Indiana para estudar o naufrágio e criar uma reserva submarina, para ser visitada por mergulhadores.   O historiador Richard Zacks, que escreveu um livro sobre Kidd, disse que o escocês se apossou no navio de 500 toneladas no Oceano Índico, mas o abandonou no Caribe quando decidiu ir a Nova York em 1699, para tentar limpar seu nome. O pirata não foi capaz de convencer as autoridades e acabou enforcado em 1701.

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