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Artista argentino cria com base em imagens de satélite

Santiago Espeche usou imagens da Antártida tiradas por satélite e montou a exposição 'Lágrimas do degelo'

Hernán Di Bello, Efe,

04 de março de 2008 | 15h43

Longe de ser apenas informação pura para uso científico, as imagens captadas do céu se transformam em uma tela virtual para um jovem argentino que, nesta semana, viaja a Nova York com uma mostra de arte de satélite.   Veja também:  Download gratuito do Google Earth (em inglês)  Site da Nasa onde estão disponibilizadas fotos de satélites   "Isso é arte, mas nunca deixa de ser ciência", disse nesta terça-feira, 4, Santiago Espeche, que há vários anos dedica-se a descobrir figuras e deixar-se levar pela imaginação ao contemplar como se vê a Terra do céu.   Com imagens da Antártida tiradas pelo satélite argentino SAC-C, Esteche montou Lágrimas do degelo, exposição que abrirá suas portas para o público na galeria de arte do consulado da Argentina em Nova York nesta quinta-feira, 6.   "Para esta série escolhi uma forma metafórica de falar e um tema muito difícil, que é o degelo como um dos efeitos do aquecimento global. Não me agradam denúncias definitivas, mas a sutileza", expressou o criador, de 34 anos.   Esteche conta que a arte de satélite entrou em sua vida quando, pouco depois de começar a trabalhar como empregado administrativo na Comissão Nacional de Atividades Espaciais (Conae) da Argentina, lhe "ofereceram aprender a processar imagens captadas por satélites".   "Fiz uma capacitação intensiva - acrescentou - e depois segui me aperfeiçoando. Em 2002 firmei convênio com a Conae para poder obter e difundir imagens de satélites em ambientes não convencionais e fiz minha primeira mostra dois anos depois".   Em Nova York, Esteche exporá imagens em papel fotográfico, mas também já usou lona como suporte e disse que tem planejado apresentar seu próximo trabalho "em formato digital, certamente com monitores de plasma na parede".   Explicou que Lágrimas do degelo se complementa com a projeção de um "vídeo que começa com o lançamento do satélite SAC-C e imagens que tirou desde o ano de 2000, tanto da Antártida como de outros lugares do mundo".   "Por meses analisei imagens de satélites e encontrei uma paleta muito rica, que me fez pensar: aqui há arte que deve ser explorada. A variedade de tons me dá a variedade de solo, tanto de sua topografia, como da energia que irradiam os elementos", disse.   Embora tenha reconhecido que não são muitos, Esteche disse que "há outros artistas de satélites espalhados pelo mundo" e se colocou entre os que fazem "neofiguração, que é encontrar uma figura, pegar as imagens e dar-lhes um conceito".   "A agência espacial americana Nasa tem um site com imagens de satélite de todo o mundo colocadas como arte pois são esteticamente muito bonitas. Há ainda um oceanógrafo argentino que trabalha com imagens muito interessantes de correntes oceânicas ", explicou.   Como integrante de "uma geração a que as ciências duras foram ensinadas com dureza", o jovem tem "esperança de quem em pouco tempo haja muitos artistas de satélites" e recomenda utilizar o programa Google Earth (disponível para download gratuito no Google.com) como ferramenta.   A mostra no consulado argentino em Nova York fica aberta até dia 26 de março e em maio o artista pretende montar outra exposição em Miami, já que em agosto seus trabalhos retornam para Buenos Aires.

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