Ásia assistirá ao maior eclipse do século nesta semana

Para os astrônomos, esta será uma oportunidade única de observar longamente a corona solar

Associated Press,

20 de julho de 2009 | 19h01

Milhões de pessoas da Ásia testemunharão o mais longo eclipse total que ocorrerá neste século. Amplas áreas da Índia e da China, toda a cidade de Xangai e o sul do arquipélago japonês mergulharão na escuridão por cinco minutos durante o dia de quarta-feira, 22.

 

Atividade do Sol passa por maior calmaria em quase um século

 

Multidões de astrônomos, amadores e profissionais, estão percorrendo longas distâncias para testemunhar o evento único.

 

Cientistas esperam que o eclipse revele novas informações sobre o Sol, enquanto que um astrólogo de Mianmar prevê o caos. Algumas pessoas estão aconselhando as gestantes da índia a não sair de casa, segundo uma antiga superstição.

 

O eclipse aparecerá primeiro ao amanhecer no Golfo de Khambaht, na Índia, ao norte de Mumbai.

A sombra da Lua vai se deslocar a leste pela Índia, Nepal, Mianmar, Bangladesh, Butão e China, antes de atingir o Oceano Pacífico. O eclipse passará sobre algumas ilhas do sul do Japão. Será visível, por último, na Ilha Nikumaroro, na nação de Kiribati.

 

Para os astrônomos, será uma oportunidade de observar longamente a corona solar, um anel luminoso a 1 milhão de quilômetros da superfície do Sol. O eclipse total anterior, em 2008, durou dois minutos e vinte e sete segundos. Este durará, no seu ponto de máxima extensão, seis minutos e trinta e nove segundos.

 

O cientista Lucie Green está a bordo de um navio de cruzeiro que se destina a esse ponto, próximo à ilha de Iwo Jima, onde o eixo da sombra da Lua passará mais perto da Terra.

 

Passageiros pagaram de US$ 2.599 a US$ 3.643 para participar do cruzeiro, realizado por uma empresa especializada em viagens astronômicas.

 

"A corona tem uma temperatura de 2 milhões de graus, mas não sabemos por que é tão quente", disse Green. "O que vamos procurar são ondas na corona... As ondas podem estar produzindo a energia que aquece a corona. Isso significaria entender mais um pedaço da ciência do Sol".

 

"Teremos de esperar mais algumas centenas de anos por outra oportunidade de observar um eclipse solar que dure tanto, então trata-se de uma oportunidade muito especial", disse o astrônomo Shao Zhenyi, do Observatório Astronômico de Xangai.

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