Assembleia escolhe hoje vice-presidente e secretário-geral da CNBB

Cardeal d. Raymundo Damasceno Assis foi eleito presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

José Maria Mayrink, enviado especial,

10 Maio 2011 | 11h11

Aparecida (SP) - Após a eleição, nesta segunda-feira, do cardeal d. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, para presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os participantes da 49ª Assembleia Geral da entidade vão escolher hoje os novos vice-presidente e secretário-geral.

Um dos nomes cotados para vice-presidente é o do arcebispo de São Luís do Maranhão, d. José Belisário da Silva. Outros arcebispos que entraram na lista de candidatos à presidência, como d. Walmor Oliveira de Azevedo, de Belo Horizonte, e d. Orani João Tempesta, do Rio de Janeiro, também podem ser lembrados.

Para secretário-geral, cargo executivo na cúpula da CNBB, há duas indicações fortes: d. Leonardo Ulrich Steiner, bispo-prelado de São Félix do Araguaia (MT) e d. Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da PUC-Minas. D.Mol resiste à escolha de seu nome, em atenção ao arcebispo d. Walmor Azevedo, que alega não poder abrir mão dele na direção da PUC-Minas.

"Recebi a escolha de meu nome com surpresa e tranquilidade", declarou d. Damasceno, anteontem à noite, após o anúncio de sua eleição. "Confio na proteção de Nossa Senhora Aparecida e no apoio dos bispos do Brasil", acrescentou. O cardeal obteve 196 votos, de um total de 277 eleitores.

O segundo colocado, cardeal d. Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, que teve 75 votos, cumprimentou d. Damasceno com um abraço. "A CNBB está em boas mãos", afirmou.

Mineiro de Capela Nova, região de Conselheiro Lafaiete, a cerca de 120 Km de Belo Horizonte, d. Damasceno já foi secretário-geral da CNBB e atualmente é o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), cargo que deixará na próxima semana, ao completar quatro anos de mandato.

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