Assentamento de agricultores protege gavião-real

Manter a integridade dos ninhos de gavião-real em áreas de assentamento não é tarefa fácil. A árvore que abriga o ninho precisa ser protegida para garantir que o casal retorne ao mesmo local para reproduzir, uma espera que pode demorar até três anos.Os moradores da vila Nova Esperança-Miriti, no assentamento Vila Amazônia, em Parintins (AM) estão conseguindo conservar a espécie mantendo ninhos ativos em sua comunidade. "É importante que a árvore não seja cortada e que não seja feito roçado abaixo da árvore do ninho", explica a coordenadora de pesquisas em ecologia do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), Tânia Sanaiotti à Agência Brasil.A área do assentamento é uma região privilegiada onde ainda existem ninhos que estão sendo mapeados e monitorados peloProjeto Gavião-real. Em maio do ano passado, todos vibraram com o nascimento de um filhote fêmea, que agora serábatizado pelos alunos do ensino fundamental e médio do município, no concurso "Dê um nome ao filhote de gavião-real".Os quatro finalistas do concurso serão premiados com "kits natureza" compostos por equipamento de observação, mochila,lanterna, camiseta e livros. Além do kit, o vencedor receberá uma máquina fotográfica e um passeio, com toda a sua classe, para visitar o ninho e o filhote nascido em Nova Esperança-Miriti. Será feito um concurso para cada filhote que conseguir sobreviver no assentamento.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 12h56

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