Asteróide que caiu em Tunguska era pequeno, diz cientista

Outro asteróide, batizado de 2007 TU24, está fazendo uma rápida passagem pela Terra nesta terça-feira, 29

Associated Press,

29 de janeiro de 2008 | 17h34

Um asteróide que atingiu Tunguska, área remota da Rússia há cem anos atrás, deixando desolada uma região de mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, não era tão grande quanto se imaginava antes, afirmou Mark Boslough, físico americano do Sandia National Laboratory, nesta terça-feira, 29.   Veja também: Lago pode explicar mistério do 'óvni' de 1908 na Sibéria   Como pequenos asteróides aproximam-se da Terra com mais freqüência que grandes, a descoberta pode mudar como os especialistas os detectam e avaliam seus riscos, avaliou Boslough. "Se um asteróide maior se aproxima do planeta a cada mil anos, um menor pode aparecer a cada 300", afirmou o cientista.   De acordo com simulações feitas por computador no laboratório da companhia no Novo México, o asteróide que destruiu a floresta de Tunguska, na Sibéria, em junho de 1908, teve uma força de explosão equivalente de um quarto a um terço dos 10 a 20 megatons estimados anteriormente. Apesar do asteróide ser menor do que o previsto, seu exato tamanho físico continua desconhecido.   "Um entendimento mais apurado do que aconteceu em Tunguska vai permitir melhores estimativas de risco, propiciando às autoridades mais segurança nas decisões de tentar abater um asteróide ou evacuar uma região", afirmou Boslough.   Se o asteróide fosse tão grande quanto se imaginava, "ele poderia ter efeitos realmente diferentes no solo", acrescentou o cientista. "Não derrubaria apenas árvores. Teríamos uma zona terrestre completamente arrasada, de várias milhas", disse. "A bola de fogo deve ter atingido a atmosfera da Terra e tudo que entrou em contato com ela foi vaporizado", completa.   Alan Harris, um cientista planetário do Space Science Institute em Boulder, no Colorado, disse que acompanhou as pesquisas de Boslough em Tunguska por muitos anos, e sua idéia é aceitável. "Um meteorito ou asteróide vindo para a atmosfera terrestre tem muitos momentos. Essa idéia de que o asteróide diminuiu da atmosfera parece muito plausível", declarou.   2007 TU24   Outro asteróide, batizado de 2007 TU24, de pelo menos de 500 pés - 152 metros - de comprimento está fazendo uma rápida passagem pela Terra nesta terça-feira, 29, mas os cientistas afirmam que não há chance de impacto. A maior aproximação do 2007 TU24 com a Terra será de 334 mil milhas, aproximadamente 537 mil km, quase 1,4 vezes a distância da Terra para a Lua. A colisão de um objeto de mesmo tamanho com o planeta ocorre em média a cada 37 mil anos.  

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