Astronauta aciona novo braço-robô da Estação Espacial

O astronauta Akihiko Hoshide,tripulante do ônibus espacial Discovery, acionou nestasegunda-feira o novo braço-robô da Estação EspacialInternacional, fabricado pelo Japão. O guindaste de 10 metros de comprimento integra olaboratório Kibo, montado no Japão e instalado na Estação (ISS,na siga em inglês) durante a atual missão do Discovery. No próximo ano, a Nasa pretende instalar nesse módulo umaplataforma externa com telescópios e aparelhos para arealização de experiências científicas. O braço-robô será usadopara operar equipamentos, economizando tempo e poupando osastronautas das arriscadas e dispendiosas saídas ao espaço. "Bom trabalho", afirmou a Hoshide o centro de controle damissão em terras japonesas quando o astronauta acionou o braçopela primeira vez com um painel de controle existente no Kibo. Câmeras de TV colocadas dentro da ISS mostraram o braçototalmente distendido enquanto o entreposto viajava a 336quilômetros acima da Terra. A tripulação do Discovery aproxima-se de concluir os novedias de permanência na ISS. As escotilhas que separam o ônibusda estação devem ser fechadas na terça-feira. O Discoverypartiria no dia seguinte. As duas semanas de missão do ônibus espacial devem terminarno sábado, com um pouso no Centro Espacial Kennedy, naFlórida. Enquanto Hoshide testava o novo braço-robô japonês, seuscolegas de tripulação, Michael Fossum e Ronald Garan, arrumavamas coisas depois de terem ido três vezes ao lado externo da ISSe começavam a recolocar seus equipamentos de volta no ônibusespacial. Além de instalar e preparar o Kibo, o maior laboratório daestação, Fossum e Garan trabalharam no sistema de refrigeraçãoda ISS e inspecionaram duas juntas rotatórias gigantescas nasquais ficam acoplados os painéis solares responsáveis porprover energia para a estação. Uma junta estava suja com pedacinhos de metal, enquanto aoutra apresentava uma fina camada de um material aindadesconhecido. Na última saída ao espaço, no domingo, Fossum usou umpedaço de fita adesiva para recolher amostras desse material afim de que seja analisado por engenheiros na Terra.

IRENE KLOTZ, REUTERS

09 de junho de 2008 | 15h12

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