Astronauta despede-se da ISS dizendo ter saudades da mulher

'Ela ficou furiosa comigo por tê-la envergonhado assim', disse Reisman, rindo nesta terça-feira, 10

AP

10 de junho de 2008 | 19h29

Quando perguntado na segunda-feira, 9, sobre o que mais esperava em sua volta à Terra neste fim de semana, após três meses no espaço, o astronauta Garrett Reisman resumiu tudo em duas palavras: Simone Francis. "Ela ficou furiosa comigo por tê-la envergonhado assim", disse Reisman, rindo nesta terça-feira, 10, ao descrever a reação da mulher. Mas a verdade é que quando eu olho o planeta pela janela e olho para todas as pessoas lá embaixo, geralmente estou pensando em apenas uma entre os bilhões de pessoas. E isso é definitivamente o que eu espero com mais ansiedade para ver." Poucos minutos depois, um repórter de televisão disse a Reisman que foi "a resposta mais romântica que ele já ouviu sobre o que se sente mais falta na Terra." Reisman foi para a Estação Espacial em março e foi substituído pelo astronauta Gregory Chamitoff, que voou com o Discovery para uma estadia de seis meses no espaço. Chamitoff, de 45 anos, pesquisador da aeronáutica, levou alguns bagels feitos por sua família em Montreal, Canadá, para dividir com Reisman.  "Essa é uma troca entre dois astronautas judeus, então estamos bastante animados", disse Chamitoff. Reisman, de 40 anos, engenheiro mecânico, passou a última semana mostrando a Chamitoff como as coisas funcionam e deixou seu número de telefone, para o caso de precisar perguntar alguma coisa. "Ele provavelmente vai mudar o número", disse Chamitoff, rindo.O Discovery deve se separar da ISS na quarta-feira, 11, terminando uma visita de nove dias para a instalação do laboratório Kibo.  O diretor de vôo Matt Abbott disse que a missão foi "fenomenalmente bem" e notou que "a coisa que me faria mais feliz será quando o ônibus espacial e a tripulação chegarem a salvo na Terra." Antes de voltar para casa, os astronautas do Discovery vão inspecionar a nave em busca de quaisquer danos às suas asas e nariz que possam ter sido gerados durante a decolagem do dia 31 de maio, ou por micrometeoritos em órbita.  Abbott disse que não há razões para acreditar que haja nenhum problema, baseando-se em todas as fotografias e dados coletados. Uma verificação a laser é normalmente feita no dia antes da partida, mas o Discovery não teve espaço para o aparelho de inspeção, por causa do enorme laboratório japonês que levou.  A chegada do Discovery está prevista para este sábado, 14.

Tudo o que sabemos sobre:
dicoverynasaissespaçociência

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.