Astronautas acoplam laboratório europeu à Estação Espacial

Atividade durou uma hora além do previsto; o Columbus já deveria ter sido instalado há vários anos

JEFF FRANKS, REUTERS

11 de fevereiro de 2008 | 21h46

Astronautas instalaram na segunda-feira, 11, o laboratório Columbus na Estação Espacial Internacional, dando finalmente à Europa o seu primeiro espaço permanente de pesquisas no cosmo. Leland Melvin e Dan Tani usaram um braço robótico para erguer a peça cilíndrica de 10 toneladas da baia de carga do ônibus espacial Atlantis e atracá-lo na estação, um momento que vinha sendo adiado desde 2002 por causa de um defeito na estação e, posteriormente, da explosão do ônibus Columbia, o que fez a frota de ônibus espaciais dos EUA ser tirada de circulação temporariamente. "Houston, Munique, o módulo-laboratório europeu Columbus agora é parte da Estação Espacial Internacional", disse o astronauta francês Leopold Eyharts por rádio à Terra. O Columbus, que custou US$ 1,9 bilhão e mede 7 metros de comprimento por 4,5 de diâmetro, é o principal item de um investimento de US$ 5 bilhões  de dez países europeus na Estação Espacial. Mesmo após tantos anos de adiamento, a instalação não foi tranqüila. A operação foi retardada em um dia porque o astronauta alemão Hans Schlegel, que deveria sair ao espaço para acompanhar a instalação, adoeceu. O novato Stan Love assumiu o seu lugar e, sob a liderança de Rex Walheim, ambos prepararam o Columbus para o deslocamento. Em seus pesados trajes espaciais, eles tiveram dificuldades para ajustar o braço robótico, o que fez a manobra demorar uma hora a mais que o previsto. Agora, a Agência Espacial Européia depende do envio de um módulo de carga, com lançamento previsto para 8 de março, a fim de iniciar seus programas científicos - um dos quais, destinado a contribuir com a meta da Nasa de levar pessoas novamente à Lua. "Esta será a primeira vez que a Europa terá uma base permanente no espaço", disse Eyharts, que subiu ao espaço no Atlantis e depois se instalou na estação, onde vai montar o laboratório. O Japão aguarda o envio do seu próprio laboratório, o Kibo, que viajará em três partes. A Nasa planeja iniciar, em março, a instalação do laboratório japonês. Antes de aposentar seus ônibus espaciais, em 2010, a agência norte-americana ainda deve fazer 11 vôos para a construção e abastecimento da estação, que custará 100 bilhões de dólares. (Reportagem adicional de Irene Klotz)

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