Reprodução/Nasa
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Astronautas executam última operação da reforma no Hubble

Uma vez encerrada esta caminhada espacial, o telescópio Hubble nunca mais será tocado por mãos humanas

Associated Press,

18 de maio de 2009 | 13h50

Astronautas aventuram-se do lado de fora do ônibus espacial Atlantis para terminar a última rodada de reparos no telescópio Espacial Hubble, que deverá transformá-lo num instrumento científico ainda melhor e prorrogar sua vida útil em até dez anos. Depois desta missão, o Hubble nunca mais será tocado por mãos humanas.

 

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Por volta das 13h30 (horário de Brasília) os astronautas, que haviam iniciado a caminhada às 9h30 da manhã encerraram os trabalhos no interior do telescópio, e fecharam as portas do Hubble pela última vez.

 

Esta é a quinta e última caminhada espacial da tripulação do Atlantis, e a quinta e última visita de astronautas ao observatório orbital. "Tudo bem Drew, vamos nessa e sejamos produtivos", disse o principal encarregado dos reparos, o astronauta John Grunsfeld, a seu parceiro, Andrew Feustel.

Além da instalação das baterias, o trabalho na parte interna do observatório envolveu a instalação de um novo sensor de sintonia fina para permitir que o telescópio seja apontado com precisão no espaço.

Se tudo der certo, o Atlantis vai liberar o Hubble na terça-feira.

 

Apenas uma das quatro caminhadas espaciais anteriores transcorreu sem problemas. No domingo, um parafuso emperrado quase impediu que uma outra dupla de astronautas reparasse um instrumento científico. Força bruta resolveu o problema, mas a aplicação consumiu tanto tempo que os astronautas não conseguiram instalar a nova cobertura de aço, tarefa que os astronautas terão de executar nas próximas horas.

 

Nesta missão, os astronautas dotaram o Hubble, que está no espaço há 19 anos, com dois novos instrumentos científicos de última geração, com valor estimado em US$ 220 milhões, além de novas baterias e novos giroscópios. Reformado, o telescópio deverá ser capaz de olhar profundamente para o passado do Universo, at[é 13 bilhões de anos atrás.

 

Os quatro astronautas encarregados dos reparos - que se revezaram em duas duplas - também consertaram dois instrumentos antigos que haviam falhado anos atrás, e instalaram um anel de atracamento que permitirá que, no futuro, uma nave guie o Hubble em sua queda de volta à Terra.

 

 

 

O Atlantis e sua tripulação viajam numa órbita especialmente alta, de 560 quilômetros acima da Terra, repleta de pedaços de satélites destruídos. Um pedaço de lixo espacial de 10 centímetros passou voando a cerca de três quilômetros do ônibus espacial na noite de quarta-feira, 13, poucas horas antes de o braço mecânico da nave agarra o Hubble. Mesmo um pedaço de metal tão pequeno poderia causar graves danos à nave.

 

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