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Astronautas fazem segunda caminhada para reparar Hubble

Tarefa era considerada a mais importante da missão e trocou mecanismo de foco do telescópio espacial

Reuters,

15 de maio de 2009 | 12h16

Uma segunda dupla de astronautas do ônibus espacial Atlantis se lançou no espaço nesta sexta-feira, 15, para realizar a mais importante das tarefas na lista da Nasa de consertos do Telescópio Espacial Hubble, instalando novos equipamentos de posicionamento para estabilizar o foco do aparelho.

 

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Os seis novos giroscópios funcionarão em conjunto com a câmera pancromática instalada na quinta-feira, 14, capaz de registar luz infravermelha, visível e ultravioleta. É a segunda de um total de cinco caminhadas espaciais planejadas para consertar o Hubble.

 

A habilidade de encontrar e travar o foco em um alvo é fundamental para o funcionamento do telescópio, e, segundo seus projetistas, equivale a iluminar uma moeda com um raio laser a uma distância de 320 quilômetros.

 

Para isso são utilizados os giroscópios, todos os seis dos quais devem ser substituídos pelos astronautas Michael Massimino e Michael Good durante a segunda de cinco saídas para o espaço planejadas para a missão de manutenção do telescópio Hubble realizada no momento pelo ônibus espacial Atlantis.

 

"Os giroscópios são absolutamente críticos", disse o administrador de projeto do Hubble, Preston Burch.

 

Já houve substituições anteriores de giroscópios em outras missões da Nasa no Hubble, entre elas uma missão de 1999 que recolocou o observatório em funcionamento, depois de quatro de seus seis giroscópios terem deixado de funcionar.

 

O telescópio é projetado para operar com três giroscópios, mas engenheiros criaram um plano para usar dois, e, se necessário, apenas um.

 

A troca dos giroscópios não é um trabalho especialmente difícil, mas não é fácil acessar os aparelhos.

 

Massimino terá que se agachar para posicionar-se dentro do observatório, onde há uma pequena plataforma para ancorar suas botas. Ele se apertará contra a estrutura interna e então procurará evitar fazer movimentos.

 

Em entrevista à Reuters antes da decolagem do Atlantis, ele disse: "Meu mantra é 'seja uma estátua.'"

 

Massimino trabalhou no telescópio durante a missão de manutenção do Hubble feita pela Nasa em 2002. Já Michael Good está fazendo seu primeiro voo espacial.

 

Os astronautas flutuaram na seção de carga do Atlantis pouco antes das 10h00 (de Brasília) para iniciar o que se prevê que seja um "passeio" de 6 horas e meia no espaço.

 

"Está um dia lindo aqui fora", disse Massimino a seus colegas de tripulação do Atlantis, falando pelo rádio.

 

Os astronautas também pretendem substituir três das baterias do Hubble, que têm 19 anos de idade. As baterias já se degradaram a ponto de só poderem ser parcialmente recarregadas. As outras três baterias serão substituídas na última saída para o espaço prevista na missão, na segunda-feira.

 

Missão

 

A missão de 11 dias é a última chance para a agência espacial norte-americana reparar o telescópio - que ampliou a compreensão que os cientistas têm do universo - antes de a Nasa encerrar seu programa com ônibus espaciais em 2010. É o quinto e último reparo no Hubble, lançado em 1990.

A Nasa espera que as melhorias deixem o Hubble com o máximo possível de equipamentos de reserva, na esperança de mantê-lo operacional pelo menos até 2014, quando está previsto que o telescópio que o irá substituir já esteja pronto para operar.

Ampliada às 14h55

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