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Astronautas fazem última e mais arriscada missão ao Hubble

Missão é perigosa porque ocorre em zona de concentração de lixo espacial; nave de resgate ficará a postos

Associated Press,

08 de maio de 2009 | 17h27

O Telescópio Espacial Hubble está prestes a receber uma última visita do médico a domicílio. E nunca antes os perigos foram maiores.

 

Na segunda-feira, 11, astronautas decolarão para o mais famoso telescópio dos tempos modernos. Eles levarão novos instrumentos científicos, peças de reposição para câmeras defeituosas e novas baterias que deverão manter o Hubble operando por de cinco a dez anos.

 

Esse grand finale cósmico - paralisado há sete meses, por conta de um defeito inesperado no telescópio - será a reforma mais audaciosa já feita pela Nasa no telescópio de 19 anos, uma joia espacial de US$ 10 bilhões.

 

Nunca antes astronautas em órbita tentaram consertar partes do Hubble que não foram projetadas para sofrer reparos, e sim para serem substituídas por completo. O equipamento simplesmente não foi criado para ser manipulado no espaço.

 

Ao todo, cinco caminhadas espaciais serão realizadas no mesmo número de dias, por duas equipes de conserto. Dois dos astronautas já haviam visitado o Hubble antes e, por isso, foram escolhidos para esta tarefa extraordinariamente difícil, comparável a uma cirurgia. "O Hubble precisa de um abraço", disse o mecânico-chefe, John Grunsfeld, que fará sua terceira viagem ao telescópio.

 

O ônibus espacial Atlantis e os sete astronautas a bordo enfrentarão risco de colisão com lixo espacial, porque a órbita do Hubble, a 563 km da Terra, está especialmente repleta de dejetos. Eles precisão ser resgatados - e depressa - se a nave sofrer danos como o que atingiu o revestimento do ônibus espacial Columbia em 2003, e que levou à desintegração da nave ao reentrar na atmosfera.

 

Osa astronautas não poderão recorrer à Estação Espacial Internacional para se alojar em caso de uma crise do tipo. Ela estará em outra órbita, inalcançável. A missão, que chegou a ser cancelada por conta desses riscos, terá uma rede de segurança inédita: outro ônibus espacial, pronto para o lançamento.

Mas não há garantias de que isso seja suficiente para salvar os astronautas: a Nasa pode precisar de até sete dias para lançar a nave de resgate.

 

Mas todos os sete astronautas dizem que o Hubble vale o risco. O telescópio precisa operar pelo menos até 2014, quando será lançado seu sucessor, o James Webb.

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