Astronautas têm passeio complicado fora da ISS

Os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS) Serguei Krikaliov e John Philips, concluíram nesta sexta-feira uma nova missão externa, a oitava do russo e a primeira do americano. Fontes russas informaram que a missão foi "complicada" e que uma das tarefas não foi cumprida.Krikaliov e Philips saíram da ISS às 16h00 (Brasília) da quinta-feira e passaram cerca de seis horas em sua caminhada espacial. A tarefa principal era instalar equipamentos no módulo russo Zvezda, mas o americano teria de desmontar uma peça num dos escudos que defende a ISS dos meteoritos.Por ser novato, Philips teve mais dificuldades na missão e a dupla decidiu deixar para depois essa parte da missão externa."Esse trabalho faz parte do programa americano e, por esta razão, decidimos não nos apressarmos e adiar o trabalho para outra ocasião", ressaltou um porta-voz do Centro de Controle de Vôos Espaciais (CCVE) da Rússia.Falta de espaço"Krikaliov, que tinha uma experiência de sete passeios espaciais, reconheceu que foi difícil trabalhar na estreita área entre os módulos pela falta de espaço", afirmou Alexandr Poleschuk, chefe do programa de vôos da empresa Energia, construtora de naves espaciais russas. Para Philips, foi muito pior, completou ele.Segundo declarações de Poleschuk à agência russa Itar-Tass, Krikaliov teve de sair primeiro ao espaço, modificando a ordem de desenvolvimento dos passeios espaciais, que estabelece que o primeiro a deixar a ISS é o engenheiro de vôo - neste caso, Philips.Na terça-feira, o astronauta russo bateu o recorde de tempo acumulado no espaço, com 747 dias e 14 horas longe da Terra.Futuros acoplamentosKrikaliov e Philips instalaram uma câmara de televisão e os últimos instrumentos para os futuros acoplamentos na ISS das naves automáticas de carga, um projeto da Agência Espacial Européia (ESA).Os cargueiros automáticos ou Automated Transfer Vehicle (ATV) são um dos principais programas da ESA na ISS, e o vôo do primeiro deles, o Julio Verne, está previsto para o primeiro semestre de 2006.Krikaliov e Philips também desmontaram um manequim e um contêiner com fungos e bacilos que faziam parte das experiências Rendo e Biorisk, destinadas a comprovar o efeito da radiação cósmica em organismos vivos e materiais.

Agencia Estado,

19 de agosto de 2005 | 10h51

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