Divulgação/Nasa TV
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Astronautas trocam baterias de US$ 3,6 milhões na ISS

Equipamento de níquel-hidrogênio acumula a energia captada pelos painéis solares para uso na estação

Associated Press,

22 Julho 2009 | 16h50

Uma dupla de astronautas, trabalhando em trajes espaciais em pleno vácuo, instalou algumas baterias novas na Estação Espacial Internacional (ISS) nesta quarta-feira, 22, num procedimento mais complexo e arriscado do que a simples descrição sugere. Esta foi a terceira caminhada espacial em cinco dias para a tripulação do ônibus espacial Endeavour.

 

O veterano astronauta David Wolf  e o novato Christopher Cassidy tinham quatro baterias de 9 anos de idade para trocar. As baterias de níquel-hidrogênio são grandes - com um metro de comprimento e pesando 168 kg - e ficam num dos extremos da ISS, ao longo da estrutura que sustenta os grandes coletores de energia solar.

 

Isso exigiu uma longa jornada para os astronautas, levando-os o mais longe possível da escotilha que dá acesso ao interior da ISS. "Sem pressa", os astronautas repetiam um para o outro.

 

Depois de trocar a primeira bateria, Cassidy disse: "Estou feliz que não tenhamos outras 30". Eram outras três. Logo em seguida, Wolf encontrou um parafuso emperrado no local onde a segunda bateria teria de ser instalada. Foram necessárias várias tentativas para removê-lo.

 

Quando mais da metade do tempo destinado á caminhada espacial já havia se passado, duas baterias tinham sido trocadas e estavam funcionando. Essas baterias são essenciais, uma vez que esticam a energia recolhida pelos painéis solares.

 

Duas outras baterias serão trocadas sexta-feira. Cada uma custa US$ 3,6 milhões. Todas as baterias velhas voltarão à Terra a bordo do Endeavour.

 

A caminhada espacial foi encerrada com pouco mais de 5 horas - a previsão era de que durasse seis horas e meia. O motivo, de acordo com a Nasa, foi um aumento na concentração de gás carbônico dentro do traje espacial de Cassidy. A substitução das baterias foi interrompida nesse ponto.

 

(Ampliada às 17h33)

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