Astrônomos descobrem supernova de 140 anos

Fenômeno é o mais jovem do tipo já encontrado na Via-Láctea

Efe

14 de maio de 2008 | 20h27

Um grupo de astrônomos descobriu a supernova mais jovem da Via Láctea, de apenas 140 anos e a qual estava sendo acompanhada há mais de duas décadas, informaram nesta quarta-feira, 14, e os especialistas em entrevista coletiva. A descoberta foi possível graças ao Telescópio Chandra da Nasa e do Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO, na sigla em inglês), indicaram os pesquisadores. Supernova Cassiopeia A. Foto: Reuters Até agora, a supernova mais recente identificada datava de 1680, segundo os estudos sobre a expansão dos restos de Cassiopeia A. A supernova descoberta nesta quarta-feira, 14, e que estava sendo acompanhada desde 1985, ajudará a determinar com maior exatidão a freqüência com a qual essas estrelas explodem na galáxia. O novo astro encontrado não tinha sido visto nesses 140 anos porque explodiu perto do centro da galáxia e ficou incrustada em um denso campo de gás e pó, assinalaram os cientistas. Impressão artística da galáxia, mostrando posição do Sol e das Supernovas. Foto: AP Isto tornava-a três milhões de vezes mais imperceptível que se tivesse ficado na escuridão, mas graças aos novos sistemas de raios x e às ondas de rádio usadas conseguiram penetrar nela facilmente. "Podemos ver algumas explosões de supernovas com telescópios ópticos na metade do universo, mas quando estão envolvidas nessa densidade, podemos perdê-las de nosso campo visual", disse o diretor da pesquisa Chandra, Stephen Reynolds, da Universidade da Carolina do Norte. Segundo Reynolds, "a expansão da nuvem de gás após a explosão brilha nas rádio ondas e nos raios x durante milhares de anos. Os raios x e os rádio telescópios podem ver através da escuridão e nos mostraram agora aquilo que nos tínhamos estado perdendo". Os astrônomos explicaram que costumam observar o comportamento das supernovas em outras galáxias e, baseados nessas investigações, calculam que a cada século três supernovas podem explodir na Via Láctea, embora essas estimativas tenham uma ampla margem de erro. Imagem composta da supernova. Foto: Reuters "Se estes cálculos fossem corretos, teria que ter restos de umas dez explosões supernovas mais recentes que a de Cassiopeia A", indicou David Green, outro dos pesquisadores pertencente à Universidade de Cambridge (Reino Unido). Os cientistas ressaltaram que a descoberta é fundamental para calcular com maior precisão a idade das supernovas de nossa galáxia.

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