Astrônomos obtêm imagem de eclipse causado por disco de poeira

Disco de poeira passa periodicamente entre a estrela Epsilon Aurigare e a Terra, causando o efeito

estadao.com.br

07 Abril 2010 | 14h38

Pela primeira vez astrônomos conseguiram observar o estranho objeto escuro que acompanha um sistema estelar binário, e que vinha intrigando pesquisadores desde o século 19. Usando um instrumento desenvolvido pela Universidade de Michigan, os cientistas conseguiram "ver de perto" o eclipse de Epsilon Aurigae, que ocorre a cada 27 anos.

 

"Ver para crer", disse um dos autores do artigo que descreve a observação, John Monnier, e que está publicado na edição desta semana da revista Nature.

 

Epsilon Aurigae é a quinta estrela mais brilhante da constelação de Auriga. Há mais de 175 anos, cientistas sabem que ela brilha menos do que deveria. E também determinaram que o brilho cai sensivelmente durante mais de um ano, em intervalos regulares. A teoria era de que se tratava de um sistema binário, com uma das estrelas invisível.

 

O disco de poeira, fotografado passando diante da estrela Epsilon Aurigae. Divulgação

 

A ideia era de que a estrela companheira era cercada por um denso anel de poeira. Essa teoria exigia que a órbita do disco deveria estar exatamente no mesmo plano da órbita da estrela menor em torno da mais brilhante, e que todos esses movimentos deveriam ocorrer no mesmo plano da linha de visão entre a Terra e o sistema. Este alinhamento é improvável, mas explica as observações.

 

As novas imagens confirmam que é exatamente isso o que ocorre. Uma nuvem translúcida pode ser vista passando diante de Epsilon Aurigae. A observação revela, ainda, que o disco é muito mais fino do que se imaginava. "É chato como uma panqueca", nas palavras de Monnier.

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