Atlantis parte com novo laboratório para a estação espacial

O Columbus, um cilindro de 10 toneladas, marcará a primeira grande ampliação do espaço habitável da ISS

Carlos Orsi, do estadao.com.br,

07 de fevereiro de 2008 | 17h47

Depois de dois meses de atraso, provocado por defeitos em um sensor de combustível e, depois, por uma mangueira de radiador, o ônibus espacial Atlantis partiu rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) nesta quinta-feira.   Transportando sete astronautas - dois europeus e cinco americanos - o Atlantis leva o laboratório Columbus, principal colaboração da Agência Espacial européia (ESA) à ISS.   A instalação do Columbus, um cilindro de 7 metros de comprimento por 4,5 de diâmetro e pesando 10 toneladas, marcará a primeira grande ampliação do espaço habitável da ISS desde que a construção da estação foi retomada, em 2006, depois de três anos suspensa. A interrupção foi determinada após o desastre do ônibus espacial Columbia, em 2003.   A Nasa está sob pressão para terminar a construção da estação o quanto antes, por conta da diretriz emitida pelo presidente George W. Bush, que determinou o fim dos vôos de ônibus espaciais a partir de 2010.   Os astronautas do Atlantis deverão ficar 11 dias no espaço, dos quais oito na ISS, e realizar três caminhadas espaciais, com o objetivo de instalar o Columbus e prepará-lo para uso. A vida útil estimada do laboratório é de dez anos.   Na semana passada, a comandante atual da ISS, Peggy Whitson, e o engenheiro de vôo Daniel Tani realizaram uma caminhada espacial para substituir o motor de mais de 100 kg que movimenta um dos grandes painéis solares da estação.   Esse motor permite que os painéis se movimentem para aproveitar o máximo de luz solar para gerar eletricidade, e temia-se que uma produção insuficiente de energia na ISS pudesse atrapalhar a instalação de novas expansões da estação.   A próxima missão de um ônibus espacial à ISS deverá transportar a primeira parte do laboratório japonês Kibo. Ainda maior que o Columbus, com 11 metros de comprimento, o Kibo será levado até a órbita da Terra em três diferentes vôos, e depois montado no espaço.   O vôo inicial está previsto para 11 de março, com a nave Endeavour.

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