Austrália investe milhões para armazenar gases do efeito estufa

País criará instituto para desenvolver tecnologias de armazenamento de gases no subsolo para fábricas

Efe

19 de setembro de 2008 | 14h37

O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, anunciou nesta sexta-feira, 19, que o país investirá 100 milhões de dólares australianos (US$ 80,74 milhões) anuais para a criação de um instituto internacional dedicado a criar tecnologia para capturar e armazenar gases do efeito estufa. Em declarações aos jornalistas em Canberra, Rudd afirmou que explicará os detalhes do projeto na próxima semana durante uma apresentação na reunião da Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York. O primeiro-ministro prevê que o centro começará a funcionar em janeiro, mas não disse onde ele será localizado. O centro verificará tecnologias que permitam às fábricas e centrais energéticas capturar as emissões de gases e injetá-las no subsolo. O chefe do Governo australiano ressaltou que o futuro instituto ajudará o Grupo dos Oito (G8, sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) a cumprir o compromisso de ter 20 fábricas de armazenamento de CO2 até 2020. "Queremos que este instituto para o armazenamento de gases na Austrália sirva para conseguir centrais energéticas de carvão limpas", disse Rudd. O governante informou que a captura de gases poderia chegar, em 2050, até 9,9 milhões de toneladas, o que representa cerca de 20% da redução de CO2 necessária para deixar sua presença na atmosfera em 450 ppm (partes por milhão). Este é o nível que muitos cientistas consideram o mínimo necessário para deter o aquecimento global. A Austrália, que ratificou o Protocolo de Kioto este ano, depois que os trabalhistas ganharam as eleições gerais, é um dos países que mais emitem dióxido de carbono.

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