Austrália prende 27 ativistas do Greenpeace durante protesto

Doze manifestantes se algemaram às esteiras transportadoras de uma usina termelétrica que usa carvão

EFE,

03 de julho de 2008 | 14h45

A organização ambiental Greenpeace denunciou nesta quinta-feira, 3, a prisão de 27 de seus membros que protestavam contra a emissão de dióxido de carbono em Eraring, no Estado australiano de Nova Gales do Sul.   O grupo entrou na central elétrica à 1 hora da manhã e doze ativistas se algemaram às esteiras transportadoras, enquanto os demais subiram ao telhado para pintar a palavra "Revolução" e pendurar uma bandeira com a frase "Revolução de energias renováveis - Não ao Carbono."   A organização assegurou que a ação, que durou cinco horas, impediu que a usina emitisse 10 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, um dos gases responsáveis pela mudança climática. Um dos ativistas detidos, Graham Brown, um carvoeiro aposentado, disse que é necessário concluir um processo de transição para utilização das energias renováveis disponíveis.   Com esta ação, o Greenpeace quer chamar a atenção dos cidadãos para a publicação, na sexta-feira, 4, do relatório encomendado pelo governo ao professor Ross Garnaut, sobre o impacto econômico da mudança climática no país.   A Austrália ratificou o Protocolo de Kyoto em dezembro, dias depois da vitória eleitoral do trabalhista Kevin Rudd sobre o então primeiro-ministro John Howard, líder do partido liberal. Rudd se comprometeu com a redução de 60% dos níveis de carbono até o ano 2050, aos níveis de 2000.

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