Bactéria aumenta a produção de feijão no semi-árido

Após quatro anos de pesquisas de campo, a Embrapa Agrobiologia obteve uma licença provisória para a comercialização da estirpe BR 3267, uma bactéria resistente a altas temperaturas e à deficiência de água e que pode aumentar em cerca de 50% a produtividade do feijão caupi na região semi-árida do Nordeste sem a aplicação de adubo químico. Para chegar a esta bactéria, a Embrapa realizou experimentos com cerca de 600 tipos por 10 anos. Conhecidas com o nome científico de rizóbio, essas bactérias têm a habilidade de operar uma espécie de fertilização natural: dentro do solo e fixadas às raízes, pegam o nitrogênio que existe no ar em abundância e o fornece à planta. Toda a pesquisa, que envolveu Embrapa Agrobiologia, em Seropédica (RJ) e Embrapa Semi-Árido, em Petrolina (PE), objetivou chegar a um inoculante capaz de potencializar esta habilidade da bactéria. O inoculante é um recurso tecnológico no qual essa bactéria é injetada em solo orgânico esterilizado. Esse material, que contém grande quantidade de bactérias, misturado às sementes, dão maior eficiência à planta para fixação de nitrogênio.

Agencia Estado,

21 de julho de 2004 | 05h57

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