Bairros de SP têm cara nova

Pesquisa deve mostrar, por exemplo, que os japoneses não são maioria na Liberdade

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2010 | 00h00

Descendente de japoneses, Massaru Yamamoto viu o bairro da Liberdade crescer e se modificar. Hoje, como Agente Censitário Supervisor (ACS) do Censo 2010, prepara os recenseadores para lidarem com as características peculiares do local. "Existem prédios inteiros de moradores que não falam português. Por isso é preferível que o pesquisador daqui fale também japonês, chinês ou coreano", diz Yamamoto, uma das 12 mil pessoas contratadas pelo IBGE na capital paulista.

Chinês e coreano, sim. "A Liberdade já foi um bairro de japoneses. É só olhar para o comércio e ver que tem muito mais gente da China e da Coreia. O censo vai mostrar essa mudança", diz.

Outro bairro que promete ser "revelado" na pesquisa é a Vila Leopoldina. Antigo reduto industrial, de 12,9 mil residências recenseadas em 2000, passará em 2010 para quase 22 mil.

A testemunha dessa mudança é José Ayan, que trabalha no censo desde 1980. Começou como recenseador e hoje é coordenador de pesquisa da área da Lapa, que inclui Vila Leopoldina, Jaguaré e Alto de Pinheiros. "Antes, a equipe da Leopoldina terminava primeiro. Agora vamos precisar do dobro da mão de obra", diz Ayan.

Outra veterana, Luana Ferreira da Silva cobre desde 1996 (o pré-censo de 2000) a região da Raposo Tavares e Rio Pequeno. Acostumada a questionários manuais, está ansiosa para entrar na era do censo informatizado. "Acho que vou levar alguns dias para pegar a prática, mas vai ser melhor não ter de andar com todos aqueles papéis na mão."

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