Baleia franca terá centro de pesquisa em Santa Catarina

Depois de 20 anos de atuação, o Projeto Baleia Franca, da organização não-governamentais Coalizão Internacional da Vida Silvestre (IWC-Brasil), vai iniciar a construção do Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, em Santa Catarina. Viabilizado graças ao patrocínio da Petrobrás, o Centro será o primeiro no Brasil dedicado exclusivamente às baleias e atuará integrado ao Centro Nacional de Mamíferos Aquáticos do Ibama.Localizado na praia de Itapirubá, o Centro estará no centro da Área de Proteção Ambiental Baleia Franca, região mais importante para a reprodução da espécie no Brasil e que abrange 130 quilômetros da costa. Com 280 m2, o prédio abrigará um laboratório de ponta para foto-identificação dos animais, através de suas marcas naturais, permitindo o acompanhamento de todos os indivíduos que freqüentam a costa brasileira. Além disso, contará com um alojamento para pesquisadores - do próprio projeto ou de outras instituições - e um centro interpretativo, para receber escolas, comunidade e visitantes que, todos os inversos, vão até o local para ver as baleias.?Vamos contar a história da baleia franca e trabalhar com pesquisa e conservação?, diz José Truda Palazzo, presidente da IWC Brasil. Segundo ele, o Projeto está trazendo também os mais modernos equipamentos para monitoramento em campo das baleias.O prédio, que deverá estar pronto no próximo ano, custará R$ 300 mil, com recursos da Petrobrás. O terreno foi adquirido graças às parcerias com o proprietário da área, donos de pousadas e comunidade local, que bancaram a compra. ?Este ano catalogamos cerca de 60 baleias franca em Santa Catarina, o maior número encontrado em uma temporada, prova de que a população está crescendo. Como elas costumam voltar a cada três anos, algumas já haviam sido catalogadas em 1999?. Com uma população mundial estimada em 7 mil, o Projeto já catalogou cerca de 160 baleias franca no litoral catarinense.Para Truda, as baleias estão se tornando uma opção de turismo não predatório na região e começam a ser valorizadas pela população local como patrimônio turístico. ?É um exemplo claro de desenvolvimento sustentável, com benefícios para a comunidade. E o Centro vai alavancar ainda mais essa tendência?.

Agencia Estado,

03 de setembro de 2002 | 15h02

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