Bancos investem na criação de áreas protegidas na Amazônia

Mais de US$ 400 milhões serão aplicados pelos Bancos Mundial (Bird) e o de Desenvolvimento Alemão (KFW) e pela World Wildlife Fund (WWF), nos próximos dez anos, para a criação de cerca de 35 milhões de hectares de áreas protegidas na Amazônia. Segundo o gerente-executivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amazonas, Henrique dos Santos Pereira, todas as doações ainda serão objeto de análise no Senado, mas foram motivadas depois do anúncio, no mês passado, do avanço no desmatamento no País."A idéia é fazer uma barreira para conter o desmatamento no sul da Amazônia, na área que compreende a Terra do Meio no Pará, até Lábrea, no Amazonas", disse. "A experiência mostra que as áreas protegidas são as menos desmatadas".As áreas mais críticas de desmatamento no Amazonas englobam o sul do Estado (Lábrea, Humaitá e Boca do Acre) e sudeste (Apuí, Manicoré e Novo Aripuanã). A idéia do projeto, que vai precisar do investimento dos grupos estrangeiros para ser concretizada, é criar, só no sul e sudeste Amazonas, mais quatro Unidades de Conservação (de proteção integral) e onze Reservas Biológicas (algumas de uso sustentável, outras abertas só à pesquisa ou visitação) até 2013.Segundo o último mapa de desmatamento, medido no ano passado e divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no Amazonas, Lábrea, a 703 quilômetros de Manaus, aumentou seu desmatamento em mais de 100 mil quilômetros quadrados. O aumento, em relação a 2003 foi de 87% a mais, subindo de 175,07 quilômetros quadrados para 328,97 quilômetros quadrados.Segundo o gerente-executivo do Ibama, a redução de 39% nos números do desmatamento no Amazonas se deve a uma maior fiscalização feita pelo órgão nos últimos anos. Em 2004, segundo ele, foram 790 autos de infração, equivalente a mais de R$ 80 milhões em multas.

Agencia Estado,

09 de junho de 2005 | 19h31

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