Basf responde por contaminação provocada pela Shell

O processo de fechamento da unidade de insumos para defensivos agrícolas da Basf, sobre terreno contaminado pela Shell em Paulínia (interior de SP), continua em tramitação.Embora a fábrica tenha sido desativada em 20 de dezembro, com demissão dos trabalhadores no dia 27, a Coordenadoria de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos sugeriu à Basf nova reunião entre a empresa e os auditores fiscais do Trabalho, Órgãos Públicos e Sindicato dos Químicos para discutir o Termo de Interdição da unidade. A sugestão foi acatada em reunião realizada nesta segunda-feira pela manhã.Em comunicado divulgado às 18h desta segunda, a Basf informa que a reunião foi feita após a análise da documentação recebida em audiência com a Coordenadoria, no dia 26. "Quanto à contaminação ambiental existente na área onde a empresa está instalada, principal foco do Termo de Interdição, a Basf reafirma que esta é elemento de um Termo de Ajustamento de Conduta assinado entre o antigo proprietário da área, a Shell, e o Ministério Público de Paulínia", informa a empresa. A Basf acredita que a Shell conduzirá as atividades para realizar adequadamente todas as medidas de saneamento da unidade de Paulínia em conjunto com as autoridades e em total acordo com as leis vigentes e obrigações contratualmente assumidas, diz o comunicado.A Basf reafirma que a unidade foi fechada em razão da reestruturação da companhia em nível mundial. A unidade de defensivos foi adquirida pela Basf quando o terreno já havia sido contaminado por operações da Shell no local.

Agencia Estado,

30 de dezembro de 2002 | 21h22

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