Bento XVI lembra que Cristianismo não é a via da comodidade

Para pontífice, religião implica em 'renúncias a cada dia e sofrimentos'

Efe

05 de novembro de 2008 | 13h35

O papa Bento XVI disse nesta quarta-feira, 5, que o Cristianismo não é "a via da comodidade", mas implica "renúncias a cada dia e sofrimentos", e afirmou que, sem a ressurreição de Cristo, a vida cristã seria "um absurdo".   Veja também: Bento XVI discute pontos em comum com delegação muçulmana Católicos e muçulmanos se reúnem no Vaticano   O pontífice fez estas declarações diante de cerca de 20 mil pessoas que assistiram na Praça de São Pedro do Vaticano à audiência pública das quartas-feiras, o momento da semana que destina aos fiéis vindos de todo o mundo e cuja catequese foi baseada no mistério da ressurreição de Cristo.   "Viver na fé de Jesus Cristo, viver a verdade e o amor, implica renúncias a cada dia, implica sofrimentos. O Cristianismo não é a via da comodidade, é mais o contrário, uma escalada exigente, embora iluminada pela luz de Cristo e sua grande esperança", disse Bento XVI.   Também disse que só com a cruz, sem a ressurreição de Jesus, "a vida cristã seria um absurdo" e que o mistério pascal consiste justamente no fato de que o crucificado ressuscitou, "aquele que morreu pelos homens está vivo e presente entre nós".   O pontífice, que de novo citou São Paulo, de quem este ano se lembra os 2 mil anos de seu nascimento, acrescentou que, para o apóstolo, a ressurreição de Jesus "foi um fato acontecido na história, do qual é possível dar testemunhos".   "Existiram sinais precisos, não foi algo inventado", ressaltou o papa.   Bento XVI manifestou também que, nestes dias, a Igreja pede que se reze pelos mortos e que a lembrança destes "nos convidam a meditar sobre a morte e a vida eterna".

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