Bento XVI lembra vítimas de guerra e pede paz

Papa faz apelo aos governantes pelo fim das guerras no Iraque, Afeganistão e Darfur na mensagem de Natal

Efe,

25 de dezembro de 2007 | 11h47

O papa Bento XVI afirmou nesta terça-feira, 25, que existem cada vez mais refugiados e deportados no mundo vítimas de guerras, tensões étnicas e terrorismo, mas também por causa de calamidades naturais, muitas delas causadas pelos "preocupantes desequilíbrios ambientais". O papa fez as declarações durante a tradicional Mensagem de Natal pronunciada do balcão central da basílica de São Pedro, na qual expressou sua preocupação pela situação nas regiões onde "ressoa o fragor das armas", entre elas "as martirizadas" Darfur, Iraque, Líbano e Afeganistão.  Veja também: Imagens do Natal pelo mundo   Papa pede que fiéis reservem tempo para Deus  Milhões de cristãos comemoram o Natal pelo mundo  Diante de milhares de pessoas se reuniram na Praça de São Pedro para a terceira mensagem de Natal do Pontificado de Joseph Ratzinger, em que ele proclamou ao mundo que nesta data é grande esperança, pois "nasceu o Salvador da humanidade". O bispo de Roma acrescentou que "aquele que é o criador do mundo" se fez homem para trazer paz a terra e que o Natal, "acontecimento histórico e misterioso", é o dia no qual brilha a "grande luz de Cristo portadora de paz". Bento XVI também afirmou que esta luz de Cristo é o consolo "para todos quantos vivem nas trevas da miséria, da injustiça, da guerra", daqueles "que ainda vêem negadas suas aspirações legítimas de uma subsistência mais segura, de saúde, de educação, de um trabalho estável, de uma participação mais plena nas responsabilidades civis e políticas livres de toda opressão e resguardadas de situações que ofendem a dignidade humana". Nesse ponto, o papa citou as vítimas de "conflitos armados sangrentos, do terrorismo e de todo tipo de violência, que causam sofrimentos inauditos a povos inteiros". O Pontífice lembrou das crianças, das mulheres e dos idosos, os grupos "mais vulneráveis" em qualquer conflito. Bento XVI disse também que as tensões étnicas, religiosas e políticas, a instabilidade, a rivalidade, as contraposições, as injustiças e as discriminações laceram o tecido interno de muitos países e exasperam as relações internacionais. "Em todo mundo cresce cada vez mais o número de emigrantes, refugiados e deportados, também por causa de freqüentes calamidades naturais, às vezes como conseqüência de preocupantes desequilíbrios ambientais", declarou o papa Ratzinger. Como é tradição nestas mensagens, o líder da Igreja Católica falou da situação de vários países do mundo, expressando sua preocupação pela situação nas regiões onde "ressoa o fragor das armas", entre elas "as martirizadas" terras de Darfur, da Somália, da República Democrática do Congo e das fronteiras da Eritréia e da Etiópia. O bispo de Roma também destacou a situação no Afeganistão, no Paquistão e no Sri Lanka e nos Bálcãs "e em tantas outras situações de crise, infelizmente esquecidas com freqüência". Bento XVI fez um apelo para que os governantes se encham de "sabedoria e força para buscarem e encontrarem soluções humanas, justas e estáveis". O papa afirmou ainda que Cristo, com seu nascimento, responde à "sede de sentido e de valores" que hoje se percebe no mundo e à busca de bem-estar e paz que marca a vida de toda a humanidade. Ratzinger também expressou seus votos de que esta Natal seja realmente para todos um dia de alegria, de esperança e de paz. Após a mensagem especial de Natal, o papa pronunciou a bênção "Urbi et Orbi" em 63 idiomas, entre eles espanhol, português e guarani.

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