Bento XVI pede a jesuítas fidelidade à doutrina católica

Papa pediu a jesuítas que abordem temas atuais num contexto contemporâneo, mas de acordo com a doutrina

Efe,

21 de fevereiro de 2008 | 15h30

Bento XVI recebeu nesta quinta-feira, 21, os jesuítas da Companhia de Jesus, acompanhados de seu novo superior, o espanhol Adolfo Nicolás, pedindo "obediência" ao papa e "fidelidade integral à doutrina católica".   O pontífice lembrou aos jesuítas que o 4º de seus votos de obediência é dedicado ao "sucessor de Pedro", o que significa "amar e servir o vigário de Cristo na Terra com efetiva devoção"   O papa pediu ainda que exerçam o cargo "com lealdade ao dever fundamental da Igreja de se manter totalmente fiel a palavra de Deus, e conservar a unidade da doutrina católica".   A Companhia, acrescentou Bento XVI, "fiel a sua melhor tradição, deve seguir ensinando a ciência e suas virtudes com grande atenção à seus membros, sem conformar-se com mediocridades".   "A tarefa de confrontação e diálogo com contextos sociais e culturais diversos, somado às diferentes mentalidades mundiais, é hoje uma das atividades mais difíceis", avaliou.   O pontífice pediu ainda aos jesuítas que tratem de temas atuais como "a salvação dos homens em Cristo, a moral sexual, o matrimônio e a família" num contexto de realidade contemporânea, "conservando a sintonia com o magistério, o que evita confusão e desconcerto entre o povo de Deus".   Trabalho com os pobres   No encontro, também foi encorajado o trabalho dos jesuítas com os pobres. "Esta não é uma missão apenas ideológica", afirmou o pontífice.   "O ânimo deve continuar e se renovar na missão com os necessitados, pois não faltam novos casos de pobreza e marginalização num mundo marcado por graves desequilíbrios, econômicos e ambientais", acrescentou.   Os 217 representantes da Companhia de Jesus estão reunidos desde 7 de janeiro em Roma para sua congregação geral, onde elegeram Nicolás, de 71 anos, como novo prepósito-geral da ordem, diante da renúncia do holandês Peter Hans Kolenbach.    Em suas primeiras declarações, Nicolás elogiou Bento XVI e negou a existência de um distanciamento teológico com o Vaticano.

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