Gregorio Borgia/AP
Gregorio Borgia/AP

Bento XVI pede que crimes do Holocausto 'nunca se repitam'

Papa lembrou o dia 27 de janeiro de 1945, quando os detidos em Auschwitz foram libertados pelos soviéticos

Efe,

27 Janeiro 2010 | 11h50

O papa Bento XVI condenou nesta quarta-feira, 27, o "cego ódio racial e religioso" que levou os nazistas a matar milhões de pessoas nos campos de extermínio, na maioria judeus, e fez votos para que "nunca se repitam crimes de tão inaudita ferocidade".

 

Veja também:

linkPapa João Paulo II queria renunciar ao pontificado por doença

linkPor Deus, tenham um blog!. diz papa aos padres

linkPapa defende anúncio do Evangelho pela internet 

 

Diante de milhares de fiéis que assistiram na Sala Paulo XVI do Vaticano à audiência pública das quartas-feiras, o papa lembrou o dia lembrado hoje em memória daquele 27 de janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas libertaram os detidos do campo de concentração de Auschwitz (Polônia).

 

Bento XVI afirmou que a libertação dos "poucos sobreviventes" e a entrada nesse campo revelaram ao mundo "o horror de crimes de inaudita crueldade".

 

O pontífice acrescentou que hoje se lembra todas as vítimas desses crimes, "especialmente da aniquilação planejada dos judeus". "Comovidos, pensamos nas inumeráveis vítimas de um cego ódio racial e religioso, que sofreram a deportação, a prisão e a morte naqueles lugares desumanos. A memória desses fatos, em particular do drama da Shoah que abateu o povo judeu, gera sempre o mais convicto respeito da dignidade de toda pessoa, para que todos os homens se sintam membros de uma grande família", disse o papa.

 

Bento XVI rogou a Deus que ilumine os corações e as mentes das pessoas, "para que nunca se repitam semelhantes tragédias".

Mais conteúdo sobre:
PapaBento XVIholocausto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.