Bielo-Rússia pede ajuda, 19 anos depois de Chernobil

O governo da Bielo-Rússia pediu nesta terça-feira cooperação internacional "para superar as conseqüências da explosão da usina nuclear de Chernobil", ocorrida há 19 anos.Cerca de 21% do território daquele país continua contaminado, apesar dos US$ 13 bilhões gastos pelo governo e dos recursos internacionais já investidos.Em comunicado divulgado na ONU em Genebra, a missão diplomática bielo-russa lembra que 1,5 milhão de pessoas, incluindo 420 mil crianças, vivem nas áreas da contaminadas pelo acidente nuclear de 26 de abril de 1986.As áreas afetadas estão também em territórios da Rússia e da Ucrânia, mas a maior parte está na Bielo-Rússia.Os representantes da antiga república soviética afirmam que o acidente nuclear deixou para o novo país, como herança, "a degradação da infra-estrutura econômica, déficit de funcionários qualificados e crise demográfica".Essa situação afetou sobretudo os os grupos de baixa renda, as famílias numerosas e os idosos.A tragédia de Chernobil, considerada uma das piores do Século 20, deixou milhares de pessoas contaminadas pela radiação. Os números são controversos, mas a Organização Mundial da Saúde registra que 3.500 podem ter morrido em conseqüência desta contaminação.Pelo menos 700 crianças tiveram câncer de tireóide, provocado pela radiação.

Agencia Estado,

26 de abril de 2005 | 12h17

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