Biodiversitas ajuda a traçar perfil global

A capacidade ? atual e futura ? dos ecossistemas garantirem serviços ambientais e os impactos das alterações destes mesmos ecossistemas na qualidade da vida humana, em todo o mundo, são os objetos do estudo, que mais de 400 pesquisadores, de 66 países, iniciam na próxima semana, quando será lançado a Avaliação Ecossistêmica do Milênio ou Millenium Ecosystem Assessment (MA). Sob coordenação do World Resources Institute (WRI) e colaboração da União Mundial para a Conservação (UICN), o levantamento será feito em parceria com várias organizações não governamentais (ongs) nacionais e deve resultar na indicação de projetos e iniciativas bem sucedidas na gestão de ecossistemas, de acordo com critérios estabelecidos em tratados e convenções internacionais e em condições de serem replicadas em outras localidades. No Brasil, a parceira do WRI é a Fundação Biodiversitas, com sede em Minas Gerais.A avaliação produzirá um perfil global das condições em que se encontram as florestas, rios, lagos, savanas, campos, oceanos e outros ecossistemas, base dos chamados serviços ambientais ? solo para produzir alimentos, madeira, água limpa, controle de erosão, etc. ? que garantem a continuidade da vida no planeta. O estudo deverá levar 4 anos e tem um orçamento de US$21 milhões. Além de apontar os bons exemplos, espera-se que produza informações técnicas úteis a autoridades políticas e econômicas, empresários e ongs, sobre as melhores alternativas de gestão e restauração de ecossistemas.A Biodiversitas já iniciou o levantamento de casos, entre projetos em andamento, com resultados positivos. Numa segunda fase, cada projeto será avaliado e divulgado, com a possibilidade de encaminhamento para financiadores.

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