Biólogo diz que islã leva criacionismo às escolas britânicas

Richard Dawkins afirmou que governo britânico 'poderia fazer mais' para proteger escolas desse processo

Efe

04 de agosto de 2008 | 15h16

O conhecido cientista britânico Richard Dawkins disse que o islã está "importando o criacionismo" para as escolas do Reino Unido.  Dawkins, etnólogo e biólogo evolucionista britânico, além de ser ateu e humanista declarado, critica também o governo britânico por permitir que essas teorias, contrárias à ciência, sejam ensinadas nas escolas do país.  "A maioria dos muçulmanos devotos são criacionistas de forma que, nas escolas, muitos filhos de muçulmanos se limitam a repetir o que lhes foi ensinado", denuncia o cientista, citado nesta segunda-feira, 4, pelo jornal Daily Telegraph. Segundo o professor da Universidade de Oxford, o governo trabalhista "poderia fazer mais" contra esse fenômeno, mas não o faz devido a sua defesa "fanática do multiculturalismo, e da necessidade de respeitar as diferentes tradições das quais vêm essas crianças." Para Dawkins, autor de livros como A miragem de Deus e O gene egoísta, a ciência está ameaçada nas escolas porque o governo aceita que se discutam teorias sobre o "desenho inteligente" como "um entre vários pontos de vista sobre a evolução." "O governo acredita ser bom que as crianças se eduquem de acordo com suas religiões tradicionais, mas eu chamo isto de lavagem cerebral. Parece que os professores têm medo de serem chamados de racistas", disse o cientista. "É praticamente impossível dizer algo contra o islã neste país porque se alguém o faz já é imediatamente tachado de racista", lamenta o biólogo. "Me assustaram as barreiras que encontrei à aprendizagem. Eu mostrava as provas a favor da teoria da evolução, mas muitas das crianças me respondiam que não era isso que se ensinava no livro sagrado", acrescentou. Dawkins acredita que isso facilita o trabalho dos fanáticos. "Creio que nos ensinam a respeitar demasiadamente a religião perante outro tipo de opinião", acrescenta.

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