Biólogos querem ´mamutes´ e leões nos EUA

Biólogos americanos defendem a criação de um imenso Parque do Pleistoceno nos Estados Unidos, que abrigaria elefantes, leões, chitas, camelos e outros distantes primos de animais desaparecidos da América do Norte há 13 mil anos, informa a revista Nature nesta quinta-feira.Segundo Josh Donlan e sua equipe da Universidade de Cornell, em Ithaca, no Pleistoceno a grande fauna do continente norte-americano tinha espécies que hoje só existem na África ou na Ásia. Entre elas, várias espécies de elefantes (mamutes, mastodontes etc), leões, chitas (lobos-tigres), cavalos e camelos selvagens.O homem começou a contribuir para a extinção dessas espécies há bastante tempo, antes da chegada de Cristóvão Colombo à América.Para os cientistas, o parque teria a função de evitar, graças a uma abordagem global, o desaparecimento de outros animais similares, hoje ameaçados em outras regiões do mundo. Além disso, seria uma forma de reparar um erro moral coletivo da humanidade, segundo definem.Os elefantes da Ásia e da África, assim como os leões da África e os camelos selvagens da Mongólia, não são geneticamente idênticos àqueles que habitavam a América do Norte. Mas isso não seria suficiente para impedi-los de encontrar um lugar nos Estados Unidos.O lobo-tigre da África, por exemplo, poderia vantajosamente substituir aquele que em outras épocas caçava os antílopes da América.Os animais para o projeto já existem em grande parte nos zoológicos e em outros criadouros dos Estados Unidos, asseguram os biólogos.Além disso, cerca de 77 mil grandes mamíferos - a maioria de origem africana ou asiática - já transitam livremente pelos ranchos do Texas enquanto o homem abandona as grandes planícies em direção a áreas urbanas.A equipe de Donlan está convicta de que o Parque do Pleistoceno também será viável no plano econômico: a parte "safari" do zoológico de San Diego, explicam os pesquisadores, recebe mais de 1,5 milhão de visitantes por ano, bem mais que a maioria dos parques nacionais naturais dos Estados Unidos.

Agencia Estado,

18 de agosto de 2005 | 11h57

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