Bird empresta US$ 505 mi e pede garantias ambientais

O Banco Mundial (Bird) aprovou nesta terça-feira um empréstimo ao Brasil de US$ 505 milhões, podendo ampliar essa quantia para até US$ 1,2 bilhão nos próximos quatro anos. O dinheiro será destinado às reservas internacionais do País. Em contrapartida, o governo brasileiro terá de manter e cumprir uma série de compromissos e projetos na área ambiental. A concessão do empréstimo depende de autorização do Senado.O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que, embora o empréstimo não seja aplicado diretamente no Ministério do Meio Ambiente, o governo se comprometeu em evitar cortes no orçamento da pasta. "Na verdade, esse empréstimo dá sustentabilidade e protege os programas ambientais das vulnerabilidades orçamentárias", disse.A dívida deverá ser paga até 2021, com carência de cinco anos e juros de 4,9% ao ano. É o maior empréstimo concedido pelo Bird com exigências na área ambiental. Só a primeira parcela do empréstimo é três vezes superior aos recursos previstos no Orçamento Geral da União para o Ministério do Meio Ambiente neste ano."O empréstimo, nesse caso, tem relação com o tamanho do Brasil, do problema e do trabalho que o governo está fazendo", avaliou o vice-presidente e diretor do Bird para o Brasil, Vinod Thomas. Ele participou, de Washington, de uma teleconferência com Palocci e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que estavam em Brasília.

Agencia Estado,

24 de agosto de 2004 | 22h08

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