Bispo diz que terrorismo por Deus ofende todos os credos

Segundo ele, antídoto contra fundamentalismo é interpretação mais autêntica das Sagradas Escrituras

Efe

10 de outubro de 2008 | 19h20

O bispo emérito luterano de Oslo, Gunna Stalsett, afirmou no Sínodo de Bispos realizado no Vaticano que o terrorismo em nome de Deus é uma ofensa a todos os credos e o antídoto contra o fundamentalismo pode ser apenas uma interpretação mais autêntica das Sagradas Escrituras. Stalsett, que participa da 12ª assembléia do Sínodo como um dos "delegados fraternos" de outras denominações cristãs, disse que as três religiões do Livro - o judaísmo, o cristianismo e o islã - se encontram atualmente em uma encruzilhada entre secularismo e fundamentalismo. O prelado luterano acrescentou que a liberdade religiosa e a liberdade de expressão são direitos humanos fundamentais e que isso implica que na sociedade devam existir espaços "para expressões fundamentalistas de fé, embora isso leve a sectarismos e divisões". O bispo norueguês lamentou que existam interpretações religiosas que contribuem "só para fomentar a estigmatização" e disse que os líderes religiosos são chamados para um "Ministério de paz e de reconciliação". "O terrorismo em nome de Deus é uma ofensa a todos os credos, porque é violência contra Deus. O antídoto ao fundamentalismo pode ser somente uma interpretação mais autêntica das Sagradas Escrituras. A Igreja deve continuar mantendo o equilíbrio entre tolerância e verdade", ressaltou o bispo luterano.

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