Bispo que negou o Holocausto deixa a Argentina

Richard Williamson recebeu ameaça de expulsão e saiu da Argentina nesta terça-feira, 24

da Redação, estadao.com.br

24 Fevereiro 2009 | 14h35

O bispo inglês radicado na Argentina Richard Williamson, que negou o Holocausto e a existência de câmaras de gás e campos de concentração, deixou a Argentina nesta terça, 24.   Veja também:  Perguntas e respostas: A polêmica do bispo que nega o Holocausto  Vídeo: A polêmica entrevista do bispo Williamson Bispo diz que não vai retirar negação de Holocausto Vaticano pede que bispo que negou Holocausto se retrate Papa divide Vaticano ao reabilitar bispo que nega o Holocausto Blog de Richard Williamson     "O importante é que ele se foi, não queremos dizer para onde", comentou Christian Bouchacourt, superior para a América do Sul da Fraternidade São Pio X, que reúne os seguidores de Marcel Lefebvre e tem sede na Suíça.   Segundo a rede de televisão argentina "TN", Williamson foi visto no aeroporto internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, para pegar um voo rumo a Londres.   Um jornalista do canal denunciou ter sido agredido por duas pessoas que estavam com Williamson no aeroporto, quando tentou se aproximar do bispo para pedir uma declaração.   Na última quinta, o governo deu um prazo de até dez dias para o bispo deixar o país, sob ameaça de expulsão, por suas polêmicas declarações questionando o Holocausto judeu durante o nazismo.   A expulsão do bispo ultraconservador não alterará as relações entre o Governo da Argentina e o Vaticano, segundo o embaixador do país sul-americano na Santa Sé, Juan Pablo Cafiero.   Embora o Vaticano tenha exigido que Williamson se retratasse, ele nunca o fez. O bispo é representante na América do Sul da Fraternidade Sacerdotal S. Pio X, uma corrente tradicionalista da Igreja Católica fundada pelo arcebispo dissidente francês Marcel Lefebvre que defende os ritos pré-Concílio Vaticano II.   Williamson mora desde 2003 na Argentina, e já chegou a ser excomungado pela Igreja Católica: em 1988, Lefebvre ordenou quatro bispos sem autorização do Vaticano - entre eles, o inglês Richard Williamson. O ato trouxe consigo a excomunhão automática, declarada pelo papa João Paulo II dois dias depois. (Com Agências Internacionais)

Mais conteúdo sobre:
bispo argentina holocausto

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.