Bispo Williamson pede perdão às vítimas do Holocausto

Ele disse que, se soubesse do dano que suas palavras causariam, não teria falado sobre o nazismo

EFE,

26 de fevereiro de 2009 | 15h27

O bispo lefebvriano Richard Williamson pediu perdão às vítimas do Holocausto e à Igreja Católica por suas declarações negando o extermínio de 6 milhões de judeus.    Perguntas e respostas: A polêmica do bispo que nega o Holocausto  Vídeo: A polêmica entrevista do bispo Williamson Bispo diz que não vai retirar negação de Holocausto Vaticano pede que bispo que negou Holocausto se retrate Papa divide Vaticano ao reabilitar bispo que nega o Holocausto Blog de Richard Williamson   "A todas as almas que ficaram honestamente escandalizadas com o que disse, diante de Deus, peço-lhes perdão", afirma Williamson, em comunicado distribuído pela agência católica Zenit.   Williamson é um dos quatro bispos da Sociedade de São Pio X que tiveram a excomunhão suspensa pelo papa Bento XVI. Ele está em Londres, depois de ter sido expulso da Argentina.    O sacerdote explicou que "o Santo Padre e meu superior, o bispo Bernard Fellay, pediram-me que reconsiderasse as declarações que dei a um canal de televisão da Suécia há quatro meses, pois suas consequências foram muito fortes".   Em 21 de janeiro, a TV sueca Svt exibiu a entrevista, gravada em novembro na Alemanha, na qual Williamson negava que as câmaras de gás nazistas tivessem sido utilizadas para exterminar os judeus, e afirmou que o Holocausto causou a morte de centenas de milhares, não de milhões, de judeus.   A entrevista foi ao ar no mesmo dia em que o papa assinava o decreto revertendo a excomunhão dos bispos seguidores do ultraconservador Marcel Lefebvre.   Agora, Williamson reconhece que "ao observar essas consequências, posso dizer verdadeiramente que lamento ter feito essas declarações, e se soubesse com antecedência todo o dano e as feridas que provocaram, especialmente à Igreja, mas também aos sobreviventes e entes queridos das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, não as teria feito".   O bispo afirma que, ao falar à televisão, limitou-se a dar "a opinião de uma pessoa que não é historiador, uma opinião formada há vinte anos e em virtude dos dados então disponíveis, e que desde então havia expressado raramente em público".   Acrescenta que "os eventos da última semana e o conselho de membros da Sociedade de São Pio X persuadiram-me de minha responsabilidade por tanta angústia causada".   Afirmou também que, como disse o papa, "todo ato de violência injusta contra um homem fere a todo o gênero humano".

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