Blair propõe novo pacto global sobre clima, com EUA

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, lançou nesta terça-feira um novo diálogo internacional para o combate ao aquecimento global. A iniciativa foi anunciada durante um encontro de ministros de Ambiente dos países do G-8 e de outras nações responsáveis por grandes emissões de poluentes, reunidos em Londres.As conversações vão se concentrar na redução da dependência de substâncias que lançam gás carbônico na atmosfera, no desenvolvimento de tecnologia ecologicamente correta e no fornecimento sustentável de energia."A tecnologia é essencial para a transição a uma economia menos dependente do gás carbônico; os alvos têm uma função vital na busca por esse progresso", declarou Margaret Beckett secretária de Ambiente da Grã-Bretanha."Existem mais evidências de que os oceanos estão se aquecendo, de que a capa de gelo que cobre o Ártico está diminuindo em ritmo acelerado e de que a força dos furacões aumentou ao longo das últimas três décadas", declarou. "Nós temos um cronograma que não é imposto por nossos processos de negociação, mas sim pela natureza, pela ciência e pelos efeitos previstos das mudanças climáticas em nosso mundo."As reuniões serão protagonizadas pelos ministros de ambiente dos países do G-8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) e das principais nações emergentes do planeta (África do Sul, Austrália, Brasil, China, Coréia do Sul, Espanha, Índia, Indonésia, México, Nigéria e Polônia). A Agência Internacional de Energia, o Banco Mundial e a Comissão Européia também estarão representados.A intenção de Blair é trazer os EUA de volta ao movimento mundial para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. O presidente dos EUA, George W. Bush, não ratificou o Protocolo de Kyoto e reluta em assumir compromissos para reduzir as emissões americanas de poluentes sob a alegação de que tais medidas prejudicariam a economia de seu país.  mudanças climáticas

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