Boa aparência ajuda mulheres a ganhar eleições, diz estudo

Para candidatos homens, parecer competente já é o suficiente; mulheres devem parecer atraentes

Efe

30 de outubro de 2008 | 22h00

Mulheres que disputam altos cargos precisam parecer atraentes e competentes, de acordo com um estudo norte-americano. Para candidatos homens, parecer competente já é o suficiente.  Essa descoberta pode ajudar a justificar o grande gasto em maquiagem e roupas para a candidata republicana à Vice-Presidência, Sarah Palin. "O que descobrimos foi bastante surpreendente", disse Joan Y. Chiao, da Universidade Northwestern. Para candidatos homens, a única coisa que importava era a competência, enquanto as mulheres eleitoras preferiam homens que parecessem tanto competentes quanto acessíveis.  Mas para candidatas mulheres "em uma eleição hipotética à presidência dos Estados Unidos, tanto homens quanto mulheres tiveram a tendência de votar naquelas que fossem competentes e atraentes", disse Chiao.  "Nem o perfil (sozinho) foi suficiente para prever quem votaria em qual candidato", acrescentou. As descobertas de Chiao foram publicadas online na revista PLoS ONE. "Para candidatas mulheres, realmente importa se elas são vistas como competentes e percebidas como atraentes. Essas duas qualidades são uma espécie de previsor duplo para o fato de alguém ser mais propenso a votar em uma candidata", disse. "Há diversas teorias potenciais de por que isso acontece", acrescentou. Muito provavelmente deve ser a maneira como as pessoas escolhem seus amigos e parceiros.  "Há muitas conversas sobre eleitores pensando, em suas cabeças, 'com quem eu gostaria de sair para uma cerveja?' quando estão avaliando candidatos em potencial. Pensamos que isso realmente coincide com o tipo de instinto que os eleitores usam quando estão pensando em quem vão votar." "Esses instintos que usamos para selecionar parceiros estão operando inconscientemente na seleção de lideres", explicou.  Chiao e seus colegas chegaram a essa conclusão coletando fotos dos candidatos ao Congresso de 2006 e perguntando, a um painel de 73 estudantes, as notas que dariam a eles por competência, domínio, atratividade e acessibilidade. Esses resultados seriam os mesmos se a pesquisa fosse feita entre adultos? "É possível que adultos, passada a fase romântica, mostrem menos preconceitos de sexo", responde.

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