AFP PHOTO / Jewel SAMAD
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Bolsa com poeira lunar é arrematada em Nova York por US$ 1,8 milhão

Objeto foi analisado por cientistas da Nasa, que confirmaram que foi usado para transportar mais de 500 gramas de materiais procedentes da superfície da Lua

O Estado de S.Paulo

20 Julho 2017 | 18h54

Uma bolsa com vestígios de poeira lunar que foi utilizada pelo astronauta Neil Armstrong durante a missão Apollo 11 foi vendida nesta quinta-feira, 20, na casa de leilões Sotheby's, em Nova York, nos Estados Unidos, pelo preço de US$ 1,8 milhão.

A bolsa, que data de 1969 e na qual consta o rótulo "Retorno de Amostra Lunar", foi examinada por cientistas da Nasa, a agência espacial dos EUA, que confirmaram que ela foi utilizada para transportar mais de 500 gramas de materiais procedentes da superfície lunar com o fim de minimizar a contaminação das amostras.

O objeto foi adquirido por uma colecionadora - cujo nome ainda não foi divulgado - durante o leilão de uma extensa coleção de artefatos dos programas espaciais americanos e soviéticos, coincidindo com o aniversário da chegada do homem à Lua.

A bolsa, que tinha sido avaliada em até US$ 2 milhões, pode ser a única amostra de material lunar que legalmente está em mãos privadas, já que a maior parte do equipamento utilizado na missão Apollo 11 está conservada na coleção nacional do Museu Smithsonian, em Washington.

Por causa de um mal-entendido burocrático, a bolsa foi colocada por erro em um leilão público em fevereiro de 2015 e terminou nas mãos de uma advogada de Chicago, Nancy Lee Carlson, que a adquiriu por US$ 995.

Nancy enviou o pó cinza-escuro à Nasa, que verificou então sua autenticidade e confiscou o objeto como propriedade do governo, já que a posse particular de objetos lunares é proibida.

A advogada, no entanto, entrou com uma ação em fevereiro deste ano e o juiz determinou que, por tê-la adquirido legalmente, ela tinha o direito de ficar com o objeto, que foi vendido nesta quinta.

Depois que os astronautas do Apolo 11 voltaram à Terra, os objetos lunares que recolheram foram guardados pela NASA e algumas amostras foram oferecidas como presentes a países e autoridades estrangeiras, mas também estão presentes no mercado negro. /EFE

 

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