Botânicos apoiam medidas para conter desmatamento na Amazônia

A Sociedade Brasileira de Botânica (SBB) aprovou ontem, durante o 54o Congresso Nacional de Botânica, em Belém, no Pará, uma moção de apoio ao documento Transformando o Arco do Desmatamento no Arco do Desenvolvimento Sustentável: Uma Proposta de Ações Emergenciais?, elaborado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e pela organização não-governamental Conservation International (CI). O encontro, que termina hoje, reúne mais de 1600 pesquisadores e estudantes.Apresentado no fim de junho à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o documento faz uma série de sugestões para de frear o desmatamento na Amazônia, sobretudo na área conhecida como Arco do Desmatamento, localizada entre os estados de Rondônia e Maranhão, onde também se concentra o maior número de espécies ameaçadas de extinção da região amazônica. As medidas teriam o objetivo de fazer frente às novas taxas de desflorestamento na Amazônia, que cresceram 40% de 2001 para 2002, segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE).A principal ação emergencial proposta, batizada de ?Desmatamento Zero?, consiste na proibição, por quatro anos, de quaisquer novas licenças para desmatamento no Arco do Desmatamento, rebatizado pela Ministra de Arco do Desenvolvimento Sustentável. A medida teria validade até que um sistema adequado de controle e fiscalização seja efetivamente implementado ao longo de toda a região. Essa fiscalização seria realizada através de parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Sivam, INPE, Museu Goeldi, Instituto de Pesquisa da Amazônia (INPA), universidades, secretarias estaduais de Meio Ambiente e prefeituras.

Agencia Estado,

18 de julho de 2003 | 15h04

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