Brasil dá exemplo para primeiro mundo

O sucesso da reciclagem de latas de alumínio no Brasil é reconhecido internacionalmente, segundo José Roberto Giosa, coordenador da Comissão de Reciclagem da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), entre outros fatores, pelo tamanho do País e por apresentar um crescimento contínuo. ?Nos últimos dez anos, a reciclagem de latinhas cresceu 11 vezes, ultrapassando todos os demais países onde a reciclagem não é obrigatória?, disse. Mesmo em relação à reciclagem geral de sucata de alumínio, incluindo todos os produtos feitos com o material, a média brasileira, de 35,3%, está acima da média mundial, de 33%, e abaixo apenas da Itália, Estados Unidos e Alemanha.Em relação às latinhas, com 87%, o Brasil tem um índice muito superior inclusive à média da Europa, que é de 45% (dados de 2001), mesmo considerando os países com legislações rigorosas de destinação de resíduos. Nos Estados Unidos, país pioneiro no uso de latinhas (desde 1963) e reciclagem (1968), as taxas de reciclagem vêm caindo sistematicamente, passando de 67%, em 1997, para 53,4%, em 2002, um índice equivalente ao de uma década atrás.?A reciclagem de latinhas caiu porque o governo norte-americano tem diminuído os incentivos à coleta porta-a-porta e refletem a falta de prioridade do governo país com a área ambiental?, diz André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).

Agencia Estado,

15 de abril de 2003 | 15h56

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